quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O mundo é lounge?

Chanel costumava dizer que a moda passa, o estilo fica. Seria lounge (pronuncia-se láundi) um estilo?


Ninguém sabe ao certo quando começou a ouvir música baixa, uma batida que mistura o som do gelo caindo no copo, um relógio marcando o compasso das horas, você sentado no sofá de uma tenda ao lado de amigos depois de uma balada.


O dicionário Webster traz dois significados para a lounge: “Um aposento dentro de casa particular ou de edifício público destinados a atividades de lazer”. E “um divã comprido”.


Apesar das tentativas, é difícil de encontrar uma definição para o termo. Música de cardíaco? De elevador? Easy listening? O certo é que cada vez mais casas noturnas, danceterias, clubes e até mesmo restaurantes já aderiram ao estilo lounge.


Em Nova York e Londres faz-se a mistura. E o lounge virou um lugar cheio de grandes sofás e poltronas onde se pode fumar, ler, jogar conversa fora e tomar um drink ao som de música light, batizada de lounge music. As músicas podem ser acústicas ou eletrônicas: igual aos “chill in” e “chill out” – espaços com seleções de músicas para o público curtir antes e depois das pistas de dança.


E quem não tiver uma coleção do Buddha Bar ou Café del Mar corre o risco de ser banido do clube dos modernos. O Buddha Bar, restaurante de Paris, por exemplo, foi um dos mais bem-sucedidos e talvez o pioneiro na onda de compilações de restaurantes. Para se comer é preciso estilo. E a música faz parte do ritual. E Claude Challe, DJ que idealizou o primeiro disco do famoso restaurante parisiense acertou em cheio. Na esteira dele outras trilhas fazem sucesso, como as do Hotel Costes, La Mezzanine de L´Alcazar, Chillout Sessions do MoS, Kandi Lounge, Perfecto Chill do renomado DJ Paul Oakenfold, Josè Padilla, Dj Afredo, Erotic Lounge, Saint-Germain-des-Prés Café, Hotel Voyeur, Peugeot Avenue, Hotel Chill, Cool Tributes, Kong, Space Sex, Paris Vendôme Hotel e até o franco-brasileiro Favela Chic.


A tranqüilidade nos ambientes para conversar e relaxar acabou se tornando a principal característica da lounge music. Um som descompromissado, que não é jazz, mas uma música agradável e ritmada que fica de pano de fundo.

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