Chanel costumava dizer que a moda passa, o estilo fica. Seria lounge (pronuncia-se láundi) um estilo?
Ninguém sabe ao certo quando começou a ouvir música baixa, uma batida que mistura o som do gelo caindo no copo, um relógio marcando o compasso das horas, você sentado no sofá de uma tenda ao lado de amigos depois de uma balada.
O dicionário Webster traz dois significados para a lounge: “Um aposento dentro de casa particular ou de edifício público destinados a atividades de lazer”. E “um divã comprido”.
Apesar das tentativas, é difícil de encontrar uma definição para o termo. Música de cardíaco? De elevador? Easy listening? O certo é que cada vez mais casas noturnas, danceterias, clubes e até mesmo restaurantes já aderiram ao estilo lounge.
E quem não tiver uma coleção do Buddha Bar ou Café del Mar corre o risco de ser banido do clube dos modernos. O Buddha Bar, restaurante de Paris, por exemplo, foi um dos mais bem-sucedidos e talvez o pioneiro na onda de compilações de restaurantes. Para se comer é preciso estilo. E a música faz parte do ritual. E Claude Challe, DJ que idealizou o primeiro disco do famoso restaurante parisiense acertou
A tranqüilidade nos ambientes para conversar e relaxar acabou se tornando a principal característica da lounge music. Um som descompromissado, que não é jazz, mas uma música agradável e ritmada que fica de pano de fundo.

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